TCAP – TRANSTORNO DE COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA

TCAP- O Transtorno da Compulsão Alimentar é caracterizado pela ingestão de grande quantidade de comida em um curto intervalo de tempo, levando a um descontrole sobre o quê e o quanto se come. Junto a este quadro, alguns sinais de alerta devem ser observados, tais como:

– episódios repetidos ao menos 2 dias na semana e por até 6 meses consecutivos, associados à perda de controle, à vergonha por comer, à ansiedade e ao estresse;
– comer mesmo sem ter fome;
– sentir-se culpado por comer demais.

As causas deste transtorno são acompanhadas por fatores emocionais e hereditários, e o tratamento é multidisciplinar envolvendo médicos, psicólogos e nutricionistas.

Nos pacientes bariátricos, o TCAP pode interferir no pós-operatório levando à depressão e ao reganho de peso. Nestes casos, o exercício físico se apresenta como um dos pilares do tratamento já que atua contra a ansiedade e o estresse, promovendo bem-estar físico e emocional.

Temos o objetivo de te ajudar!

AUTO ESTIMA – E SUA RELAÇÃO COM O PESO

Autoestima consiste na avaliação que uma pessoa faz de si mesma. É uma qualidade que pertence ao indivíduo satisfeito com sua identidade, alguém dotado de confiança e que valoriza a si próprio.
Nossa autoestima pode ser abalada por diversos fatores, e uma das causas mais encontradas é a insatisfação com o peso.

O fato de estarmos acima do peso constrói em nossa mente uma grupo de ideias autodepreciativas, levando muitas vezes à depressão e ao isolamento social. Vencer esta situação torna-se uma missão complexa, difícil e cansativa, somente alcançada com o auxílio de amigos, de familiares e de profissionais tecnicamente capacitados para dar atenção específica a este objetivo, seja através de reeducação alimentar, exercícios físicos ou cirurgia.

No entanto, antes de mais nada, é preciso termos a força e a coragem para darmos o passo mais importante de todos: a mudança de conceitos, pensamentos e valores que podem nos levar a ser e fazer tudo o que quisermos.

DUMPING – PÓS-CIRURGIA BARIÁTRICA

A Síndrome de Dumping acontece com alguma frequência em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Ela ocorre em decorrência da passagem rápida dos alimentos com grandes concentrações de gordura e/ou açúcares do estômago para o intestino em função das alterações anatômicas no estômago promovidas pelo procedimento. Seus sintomas surgem de 30 min até 3 horas após a refeição, e incluem cefaleia, taquicardia, sudorese, náuseas, fraqueza, sono e diarreia.

Nem todos os pacientes sofrem com o Dumping, e não há como saber se o paciente terá esta reação, apenas após a cirurgia tais sintomas podem se manifestar.

No caso da constatação de Dumping, uma consulta com seu cirurgião deverá ser logo programada e, de maneira geral, algumas modificações nos hábitos alimentares serão necessárias.

EXERCÍCIO FÍSICO E A CIRURGIA BARIÁTRICA

Investir na atividade física após a operação de redução do estômago potencializa a perda de peso e minimiza reações adversas.

O exercício físico é fundamental para manter os benefícios à saúde conseguidos pela cirurgia bariátrica, comprova pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). No estudo, mulheres obesas que passaram pela cirurgia e realizaram treinamento físico supervisionado ampliaram a sensibilidade à insulina, reduziram a inflamação e melhoraram a saúde dos vasos sanguíneos. Desse modo, o exercício reduziu os riscos de doenças associadas à obesidade, como diabete, hipertensão e aterosclerose, ampliando os ganhos obtidos com a redução do peso corporal.

A obesidade, que atinge hoje um quinto da população brasileira, pode ser prevenida e combatida com a reeducação alimentar e a prática frequente de exercícios físicos. Nos casos em que o sobrepeso é excessivo, muitas vezes a cirurgia bariátrica é apontada pelos endocrinologistas, como a única opção para evitar desdobramentos prejudiciais da obesidade mórbida ou hormonal ao organismo. A cirurgia também pode ser feita por pré-obesos, com dificuldade metabólica de emagrecer. Essa necessidade passa por uma série de exames e avaliações médicas. Mas quando acontece a cirurgia, o paciente para obter resultados realmente significativos, precisa mudar os seus hábitos e abandonar o sedentarismo, se não quiser readquirir a gordura da qual se livrou e voltar à estaca zero.

Nas primeiras semanas do período pós-cirúrgico, é recomendável caminhadas com duração de 15 minutos, quatro vezes ao dia. Um mês após a cirurgia, sob orientação médica e do fisioterapeuta, o paciente pode começar a levantar pesos para o fortalecimento dos músculos e massa corporal. Exercícios aeróbicos também são fundamentais com o intuito de criar resistência cardiovascular, como caminhadas regulares até o corpo ir se adaptando e quando estiver preparado começar a correr, andar de bicicleta e hidroginástica, porém neste caso vale ressaltar que o paciente deverá aguardar até que todas as incisões cirúrgicas tenham sido cicatrizadas antes de entrar na água.